Personalidade forte, coração fraco.
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A verdade é que palavras bonitas se tornam descartáveis perto das atitudes estúpidas.
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Te culpo por tudo, de ter saído de meu mundo e me fazer cair no precipício em que eu mesmo criei. Sabia que um dia necessitaria de uma cova para repousar enquanto tudo desabasse ao meu redor e depois de tantas convulsões amorosas resolvi me enterrar. Tantas decepções, tantos murmúrios de amor ao pé do ouvido jogados ao vento, mas eu sempre revolvia acreditar. Diariamente me diziam que ninguém merecia segundas chances, pois já desprezaram a primeira, mas eu sempre contraditório, dava segundas e terceiras, não importava o número, tinha esperanças de que uma delas se tornasse a última, a que desse certo. Realmente consegui um resultado, uma resposta final, porém não foi nada satisfatório. Em uma das descidas para o subsolo, para o meu aconchegante cantinho de escombros em meio as sepulturas frias e tristes, acabei tropeçando em mais uma daquelas tentativas em vão de ter seu amor e acabei por soterrado e acabado, por vontade própria esperei-te e quisera eu que deitasse ao meu lado, porém você fechou-me com toda aquela terra que havia cavado, e agora morto por ti suplico que ouça daqui de baixo, te culpo por tudo, mas ainda te daria mais chances, gostaria que estivesse aqui, repousando comigo, no túmulo do nosso amor falecido e ainda tão vivo em mim.
é que bem la no fundo .. ainda me faz muita falta’
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Sempre acaba da mesma forma, sempre restam apenas lembranças.
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E eu não sei pedir. Meu Deus, eu não sei pedir ajuda. Nunca gostei de depender dos outros. E tem mais: não consigo dizer eu-preciso-de-você-agora. Sei que é simples, mas não sai. Algo me trava, a voz não sai. Tenho um orgulho que não me deixa. Acho que tenho que ser a fortona do pedaço, que consigo me reconstruir, me levantar sem dar a mão para ninguém. Não gosto de admitir nem assumir fraquezas nem de demonstrar a minha própria fragilidade. As pessoas fazem SOS a todo instante. Choram, pedem, imploram, suplicam. Não consigo. Para mim isso é traição. Não consigo chegar para a outra pessoa e falar tô-acabada-tô-precisando-não-vou-conseguir-sozinha. Sinto um terror só de pensar.
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Quanto cabe da angústia em um pote de “estou bem”?
Eu não sei andar em público. Sou tímida. Não gosto do meu corpo. Tem dias que meu cabelo me irrita. Me estresso facilmente. Não tenho paciência. Amo moletons maiores que eu. Não sou a garota mais bonita. Sou ciumenta. Amo dormir. Sorrisos me atraem.
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Eu deveria ter nascido do avesso. Meu interior é mais bonito.